Introdução
Acesso livreO depoimento de Gilberto Costa e do Adelino Fernandes são as primeiras memórias colectadas de angolanos nascidos no Pós Independência e apresentam a contribuição da primeira geração de angolanos nascidos neste período. Este escoteiro da Igreja do Carmo reconhece o papel da igreja católica na sua formação e relativiza algumas condições sociais da época do “partido único” à época actual e reafirma que havia mais humanismo durante a sua infância.
Este audiovisual foi produzido cerca de doze meses após a Parte I, disponível na plataforma HSA[1], onde o leitor encontrará datas de factos reafirmados nesta Parte II onde descreve pormenores de factos narrados anteriormente, novos factos e respostas a questões sobre memórias pessoais e opiniões pessoais. Sendo o segundo depoimento se verifica a introdução de novas perguntas, o intervalo entre as duas coletas permite a inclusão do depoente no guião de entrevistas ajustado de acordo a dinâmica imposta por novas dimensões sociais. A nível de preservação da memória é interessante confirmar a perspectiva das representações da memória partilhadas na Parte I, no caso se comprove a firmeza da memória.
Este associativista nascido três meses antes da independência propõem às novas gerações reflexões a volta do humanismo existente na família, na sociedade e na governação durante a sua adolescência, período designado por ele como “os tempos do partido único” e indica o resgate dos valores e o da matriz de todos angolanos a sua Pátria, clamando o comprometimento de todos incluindo as diásporas inflacionadas pela fuga de quadros da sua geração e de outras.