História Social de Angola
Voltar aos depoimentos
Ficha do depoimento Vídeo + transcrição N2 · Acesso restrito

Entre Angola e Portugal: Infância e Identidade no Ano da Independência

João Neves

Recolha
Publicado em 2025
Recolhido por
Plataforma História Social de Angola
Origem do texto
Transcrito da gravação áudio
Transcrição
10 páginas
Estado do arquivo audiovisualAnexadoO ficheiro está carregado e a reprodução está disponível.

As legendas em línguas diferentes da original podem ser traduzidas automaticamente pelo YouTube. Legendas em línguas nacionais serão acrescentadas à medida que forem revistas pela curadoria.

Acesso livre aos primeiros 15 minutos · Integral para subscritores

Resumo · Summary

Chamo-me João Ângelo Stattmiller de Saldanha Alburquerque Neves, nasci em 1972 em Luanda e cresci na Praia do Bispo, o bairro dos meus avós.

English summary in preparation.

Transcrição

Transcrição revista pela equipa editorial. A introdução está em acesso livre; os restantes trechos são reservados a subscritores e instituições parceiras.

01

Introdução

Acesso livre

Chamo-me João Ângelo Stattmiller de Saldanha Alburquerque Neves, nasci em 1972 em Luanda e cresci na Praia do Bispo, o bairro dos meus avós.

Este estar entre mundos de certa forma foi algo que marcou minha infância e a minha adolescência. Acho que seria bom falar um pouco do que é ser angolano numa circunstância dessas, percebendo que no tempo colonial as coisas funcionavam muito de acordo com a cor da pele. Acham que eu sou branco, mas na realidade sou mestiço, filho de pai angolano e de mãe portuguesa branca. E de certa maneira eu tenho um tom de pele bem claro. O que sou a esse nível deixo ao vosso critério.

Posso dizer-vos em criança cresci na Praia do Bispo em casa dos meus avós paternos do meu lado africano e a minha avó era a “mãe Ana” como as pessoas lhe chamavam. A Ana Castelo Branco Neves de seu nome era filha de uma bessangana da ilha e de um português que vivia no Cuanza Sul. Quando vinha de viagem a Luanda conheceu essa bessangana. Dessa ligação resultou uma das suas filhas. Vim a saber, depois da morte da minha avó, que essa menina tinha sido registada como filha de pai incógnito. Nunca foi registrada pelo pai. Apesar de tudo isso, a minha avó era uma das pessoas mais racistas que eu já conheci. Durante muitos anos questionei-me, tentei perceber o porquê, e portanto o estudo e o olhar para a história no seu contexto, ajudou-me a perceber como ela cresceu e as razões que a levaram a isso.

02

Depoimento integral

Acesso restrito

Este trecho requer autenticação

Para proteger a memória do depoente e respeitar as regras internacionais de dados pessoais, o texto integral não é servido a visitantes anónimos. Ao iniciar sessão gratuita passa a poder:

  • •Ler a transcrição integral deste trecho, sem cortes.
  • •Aceder à memória documental confidencial (fotografias, cartas, manuscritos) anexada ao depoimento.
  • •Ouvir e ver os trechos audiovisuais reservados, quando disponíveis.
  • •Deixar comentários e participar nas Rodas de Memória ligadas a este depoente.

Trechos N4/N5 podem exigir aprovação adicional da curadoria.

Comentários

Os comentários são moderados pela equipa antes de ficarem públicos.

Entre ou registe-se para comentar.

A carregar comentários…